Beber é uma delícia, mas vamos ler sobre cerveja?

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Quando enveredamos por um novo ramo do conhecimento percebemos existir um mundo para descobrirmos. Em relação às bebidas esta é uma verdade incontestável. Existe um livro mais que interessante que é o “História do Mundo em Seis Copos”, escrito por Tom Standage – editor de tecnologia da revista The Economist – que explica a importância do vinho, chá, café, cerveja, destilados e até Coca-Cola, mostrando o papel que cada uma dessas bebidas exerceu em diversas épocas e civilizações.

Beber cerveja é uma delícia para muitos, mas que tal ler e aprender um pouco sobre o assunto? O Lupulinas fez uma seleção de livros que estão no mercado e só valorizam o ato atlético de levantar o copo. É uma bibliografia feita somente com livros em língua portuguesa (brasileira) e não está listada de forma classificatória. Escolha para ler de acordo com seu nível de conhecimento e interesse.

Guia Ilustrado Zahar de Cerveja
Michael Jackson
Editora Zahar
288 páginas
Não espere música e dança ;) Este Michael Jackson é jornalista e um dos maiores pesquisadores da cultura cervejeira em todo o mundo. É conhecido no meio como Beer Hunter (Caçador de Cerveja) e catalogou toda a produção dos Estados Unidos e Bélgica influenciando várias regiões produtoras em todo o mundo. Um clássico que explica os estilos, a história e a produção da cerveja.

Larousse da Cerveja
Ronaldo Morado
Editora Larousse
360 páginas
Este livro é ideal para iniciantes aprenderem a história, os estilos, o processo de produção e a cultura de todos os países que produzem cerveja. Além disso, traz um guia de cervejarias, bares e curiosidades que tornam sua leitura leve e divertida.

O Livro da Cerveja
Tim Hampson
Editora Globo
352 páginas
Escrito por uma equipe de especialistas e organizado pelo inglês Tim Hampson, este livro cataloga mais de 800 cervejarias em todo o mundo com mapas, fotos, sugestões de roteiros e glossário. É outro clássico para os caçadores de boas cervejas.

Atlas Mundial da Cerveja
Stephen Beaumont e Tim Webb
Editora Nova Fronteira
256 páginas
Mais recente que os anteriores citados nesta lista, o Atlas pretende ser um guia definitivo sobre a cultura cervejeira. Traz informações da tradicional cerveja trapista belga à vietnamita bia hoì sem preconceitos. No total fala de mais de 500 cervejas espalhadas por 30 países. Avalia também o crescente mercado artesanal brasileiro com degustações feitas pelos autores que são figuras respeitadas no meio e que transitam pelo mundo tradicional e experimental da cerveja.

Brasil Beer – o Guia de Cervejas Brasileiras
Hélcio Drumond e Henrique Oliveira
Editora Gutenberg
304 páginas
Em recente segunda edição aumentada e revista, este guia é uma mão na roda para quem gosta de fazer turismo cervejeiro. O livro lista por este Brasil afora mais de 700 cervejas, 160 cervejarias e dezenas e dezenas de cidades interessantes, com amplos roteiros, serviços de hospedagem, táxi, bares e tudo o mais necessário para este tour. Além de contar história das micro-cervejarias, ele oferece roteiros nas regiões produtoras mais interessantes do Brasil. Lá você encontra passeios incríveis na serra gaúcha ou catarinense, roteiro do Rio de Janeiro a Minas Gerais e inúmeras curiosidades e utilidades para estas viagens. Indispensável para quem quer viajar pelo nosso país e, na parada, saborear uma artesanal local.

Cerveja Para Leigos
Marty Nachel e Steve Ettlinger
Editora Alta Books
376 páginas
Tradução do original “Beer for Dummies”, este livro atende às expectativas tanto de um iniciante como de um conhecedor da cultura cervejeira. Dividido em cinco partes, o livro fala sobre os ingredientes e o processo de fabricação; os estilos; um guia sobre como servir e degustar; receitas que usam a cerveja como ingrediente e por fim dá alguns rudimentos para que o apreciador fabrique sua própria birrinha.

1001 cervejas para beber antes de morrer
Organizado por Adrian Tierney-Jones
Editora Sextante
960 páginas
Da famosa série “1001” este tijolo de conhecimento da cultura cervejeira tem um único inconveniente: graças a seu peso é impossível sair com ele por ai bebendo e estudando cerveja. Escrito por uma equipe de 40 especialistas, este guia é o mais completo catalogo de cervejas produzidas em todo o mundo. Edição caprichada, como todas desta série, traz fotos de todos os rótulos experimentados e informações completas sobre a degustação de cada cerveja. Imprescindível se você quiser ter uma biblioteca cervejeira.

O Catecismo da Cerveja
Conrad Seidl
Editora Senac/São Paulo
385 páginas
Este nome religioso veio por conta do pesquisador austríaco Conrad Seidl considerado o “papa da cerveja”. Um dos mais antigos livros sobre o assunto ele ensina, de maneira clara, os principais conceitos sobre a cerveja e o comportamento e costumes dos povos que a produzem. Indicado para iniciantes.

Cerveja e filosofia
Steven D. Hales
Editora Tinta Negra
287 páginas
Neste livro, com apresentação de Cilene Saorin, uma das mulheres que mais conhecem o assunto no Brasil, saímos do lance de guias e adentramos uma discussão ampla sobre a cultura cervejeira. Organizado pelo norte-americano PhD em filosofia Steven D. Hales e escrito por vários especialistas, neste livro é analisada a importância da cerveja na sociedade e porque ela é considerada a bebida que mais aproxima as pessoas e os povos. É um livro que não indica. Reflete.

A Mesa do Mestre Cervejeiro
Garrett Oliver
Editora Senac/São Paulo
548 paginas
Este é um livro para quem gosta de experimentar combinações entre cerveja e comida. Escrito pelo mestre-cervejeiro da Brooklyn Brewery, neste livro você aprende sobre a feitura de uma artesanal, sua história, estilos e sua versatilidade para acompanhar os mais diversos pratos da gastronomia mundial. Imprescindível para quem gosta de cozinhar e experimentar.

texto: Cilmara Bedaque

fotos: divulgação

Brugges: a cidade dos canais, chocolates e cervejas

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dayse brugges

Brugges é linda? É sim. Capital da região de Flandres, na Bélgica, é conhecida também como a Veneza do Norte, em homenagem a seus charmosos canais. Ali você encontra o melhor chocolate do mundo e uma meia dúzia de museus bacanas, como o Groening, com um belo acervo de artistas flamengos. (Inclusive obras de nossos queridos Jan van Eyck e Hieronymous Bosch). Dizem também que Brugges é destino turístico para casais enamorados, graças a seu encanto. Nós, Lupulinas, fomos a museus, passeamos pelos canais, comemos chocolates e… bebemos muita cerveja! Aqui, pra vocês, três bares/restaurantes pautados pela boa cerveja e que nos ganharam de cara:

Brasserie Cambrinus
Localizado na praça principal da cidade, o Cambrinus é bem fácil de achar e o maior dos três estabelecimentos que listamos aqui. Sua carta de cervejas tem a espessura de uma bíblia e a primeira dificuldade que tivemos foi escolher uma das quatro centenas de opções disponíveis /o\ Escolhemos uma Brugse Zot, uma pale blond ale originária da cidade, para celebrar com uma local. Depois seguimos com as trapistas Westmalle e Wesvleteren e as abadessas Maredsous e St. Bernardus. Experimentamos também as cultuadas Gouden Carolus Tripel e a Urthel Hop It. A cozinha da brasserie oferece uma boa variedade de petiscos e refeições completas, mas prepare-se: pode haver uma pequena espera para sentar, pois é um dos pontos turísticos da cidade. E não espere também pela agilidade e simpatia dos garçons.
Endereço: Philipstockstraat 19
Site: http://www.cambrinus.eu/default.htm

Staminèe De Garre
O De Garre faz sua própria cerveja, servida na torneira, mas oferece outras marcas também, a maioria em garrafa. O bar, que também oferece petiscos, fica num beco muito escondido (dizem ser o menor e mais oculto beco em Brugges) e demoramos séculos para encontrá-lo. Nosso cosplay de caça ao tesouro valeu a pena: a Garre Tripel, sua cerveja de linha, é simplesmente deliciosa, uma típica belgian ale com lúpulos bem presentes. A excelência se explica pela Garre Tripel ser produzida pela cervejaria Van Steenberge, a mesma fabricante das deliciosas Augustijn e Piraat. Foi no De Garre que experimentamos pela primeira vez a Hopus, que é servida em dois copos: o maior para a cerveja e o menor para o sedimento de levedura que fica no fundo da garrafa, um néctar dos deuses. O proprietário, simpático, atende as mesas com dedicação e oferece sugestões. Ele também serve mini porções de queijo a cada cerveja pedida e no ambiente rústico do bar ninguém fala alto ou grita. Talvez como conseqüência da música clássica que toca ao fundo. Se foi difícil encontrar o De Garre, posso afirmar que tampouco nos lembramos de como saímos dali. Tipo lugar mágico. Capaz de termos visto duendes.
Endereço: De Garre 1
(pra ajudar a localização saiba que este endereço é uma viela com portão que fica no fim de um beco na Breidelstraat, entre a praça do Markt e a prefeitura velha, o Burg)
Site: http://www.degarre.be/

t Brugs Beertje
O nome é praticamente impronunciável (quer dizer “O Ursinho de Brugges”), por isso apelidamos o pico de “Bar da Daisy”, em referência à genial proprietária Daisy Claeys que recebe todo mundo de maneira calorosa. Pioneiro na promoção e divulgação das cervejas locais e artesanais, o ‘t Brugs Beertje é o mais informal e gostoso destes três que visitamos em Brugges. Os freqüentadores (locais e turistas mais ‘descolados’) passam horas jogando baralho, conversando, trocando de mesa para conhecer convivas, sem pressão para que consumam e saiam logo. No Bar da Daisy o tempo corre devagar e podemos saborear as brejas calma e tranquilamente. Ali você encontrará 300 cervejas diferentes (apenas belgas), cinco delas na torneira, em sistema de rodízio. O restaurante serve petiscos e um ou dois pratos mais consistentes, pois o espaço é pequeno. Queremos voltar um dia no bar da Daisy? A resposta é um grande e maiúsculo SIM. E em breve.
Endereço: Kemelstraat 5
Site: http://www.brugsbeertje.be/index_en.htm

P.S. 1: falamos lá em cima que o melhor chocolate belga você encontra em Brugges. É verdade. Embora eles sejam vendidos em quase toda esquina, há uma pequena doceria um pouco fora do centro, que vale visitar e sair com um latão de de pralines, bomboms e chocolatinhos. É a Spegelaere  que fica na Ezelstraat, 94. Consulte os horários da loja aqui ( http://goo.gl/i9R0Mm ). Evite o famoso e fake Museu do Chocolate.

P.S. 2: não deu para visitarmos a Cervejaria Haalve Maan que fabrica a local Brugse Zot. Eles têm um tour pela fábrica e só lá você pode experimentar a Zot na pressão, antes de ser filtrada. Inclua a visita em seu roteiro porque uma cerveja tão boa fica ainda melhor, fresca, na torneira da fábrica.

P.S. 3: Ah sim! E vale pegar um barco daqueles bem turistão pra passear nos canais de Brugges. Você será premiado com ângulos inesquecíveis desta mais que charmosa cidade.

 

In De Wildeman: o doce bar selvagem

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foto de cilmara bedaque

Os amantes da cerveja artesanal têm uma grande afeição por bares. Não comecem a esculachar. É que a maioria das cervejas artesanais bebidas in loco e não envasadas são mais saborosas e consistentes que as da garrafinha. Então um bom bar é coisa de se guardar como um bom amigo. Dessa maneira, temos uns preferidos por cidades que conhecemos e hoje vamos falar do In De Wildeman (O Selvagem), nosso queridinho em Amsterdam.

Ele fica no centro velho da cidade, em uma travessinha do calçadão da Nieuwendijk, rua comercial que sai do Dam Square. Não é muito fácil de achar, mas nem tão difícil assim. A generosidade do bar começa com uns bancos e umas mesinhas baixas pro povo do tabaco beber lá fora. Lá dentro 18 torneiras revezam as melhores artesanais e trapistas. Em seu cardápio outras duzentas e tantas cervejas disputam nossa atenção.  Além das belgas e holandesas, eles têm boas opções da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Alemanha.

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O prédio do bar era uma antiga destilaria e foi conservado o ambiente rústico, com madeira, tonéis pelas paredes, quadros, dísticos, flâmulas e todo e qualquer material que lembre uma boa cerveja. As  paredes cheias de recordações colocadas há mais de 20 anos, um piso xadrez preto e branco e moveis desgastados completam o clima e fazem o aconchego do bar. Em um dos seus ambientes, uma estante com guias e anuários sobre cerveja ajudam a você escolher o que beber. Mas se ficar perdido com tanta opção, não se preocupe: o povo que trabalha no In De Wildeman é ótimo conhecedor de cerveja e te pergunta que gosto você quer sentir e ainda fica dando amostras (teasers) das torneiras pra não dar erro. Isso sem contar que são uns/umas holandeses lindos e bem humorados. E, se tudo isso te faltar, vai na opção “cerveja do mês ou da semana” que é impossível não ser deliciosa.

O In De Wildeman tem três salões pequenos em níveis diferentes e um balcão sem bancos. Você paga a cada cerveja que bebe para não dar confusão com o entra e sai constante. Se você preferir e/ou ficar mais tempo no bar, pode sentar-se à mesa e pedir a conta no final. Toda cerveja é servida em seu próprio copo e esta é uma atração a mais. Lá dentro não rola música, só o conversar dos grupos de amigos e mesmo de desconhecidos que começam um papo como se estivéssemos no Rio ou na Bahia. O que impera é o à vontade e a paixão pela cerveja.

Ele é freqüentado por muitos locais que vão à saída do trabalho, mas sua fama atrai pessoas de todo o mundo. Ao contrário de seu pessoal treinado e gentil, o dono não prima pela simpatia, preferindo fazer o papel de In De Wildeman (o selvagem), mas ele vai muito pouco pra lá. Está sempre a visitar cervejarias e destilarias da região pra trazer novidades para o bar.

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O IDW não serve refeições. Para acompanhar suas cervejas, eles oferecem embutidos deliciosos, queijos trapistas (excelentes, não deixe de provar) e amendoins ou similares. Mas se você tiver fome, no calçadão do bar tem fast food chines, um quiosque de batatas fritas inesquecíveis, cafés, burgers e restaurantes de churrasco argentino e um mais metidinho de cozinha internacional. Em frente ao bar tem um coffee shop para,se você quiser, fumar haxixe ou maconha, que são legalizados por lá. Amsterdam é hoje a única cidade holandesa onde a venda ainda é permitida a estrangeiros. Uma dica preciosa, porém: não intercale álcool e canabináceos: embora alguns possam estar acostumados à mistura, tanto a cerveja quanto a maconha vendida por lá podem derrubar um cavalo.

Em 2012 tivemos a sorte de mais uma vez passar pelo IDW nas comemorações do Jubileu de Prata do bar. Seu prestígio é tão grande que a americana Flying Dog, uma das cervejarias mais inovadoras do mundo, fez uma receita especial pra festejar o aniversário. E assim nasceu a edição limitada da Wildeman Farmhouse IPA, uma cerveja personalíssima com sabor de pão fermentado e bastante lúpulo. Remete às origens da feitura da cerveja e foi apreciada pelos profissionais do copo. Tivemos a sorte de bebê-la fresquíssima na torneira e também engarrafada nos Estados Unidos. A Flying Dog fez um filme promocional comemorando o Jubileu e acrescenta que ela “tem gosto de insanidade”.

Enfim, o In De Wildeman é um dos cantinhos bons que existem pelo mundo e, se você tiver oportunidade de conhecê-lo, não deixe para depois. Ah! dentro do bar funciona um competentíssimo wi-fi.

PS >>> Este post dedicamos ao Nick que sempre nos serviu com alegria e à holandesa JJ.

Serviço:
Kolksteeg 3 1012 PT Amsterdam – http://www.indewildeman.nl/
Abre das 12h00 às 2h00, exceto segunda, aberto só até a 1h00.
Fecha aos domingos.

La Trappe: um piquenique no monastério

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Fundado em 1884 em Tilburg, Holanda, o mosteiro Onze Lieve Vrouw van Koningshoeven fabrica a deliciosa La Trappe. Certificada com o selo trapista, a La Trappe é bastante acessível para quem quer provar na bica as receitas dos monges locais. Eles ressuscitaram a terra exausta de uma quinta do rei, que não proporcionava mais os bons frutos de outrora, e tornaram o local uma fonte de boas cervejas. Desde então a deliciosa La Trappe é servida ali e vendida ao mundo em garrafas com ingredientes puros e naturais: lúpulo, cevada, fermento e água da fonte de Koningshoeven (em holandês, “fazenda do rei”).

Por coincidência, visitamos a La Trappe num feriado – Dia da Rainha – e a cidade toda estava em festa. O sol deu as caras e a galera decidiu ir pra rua. Numa parte da cidade a rave comia solta, mas no biergarten da La Trappe a vida parecia um piquenique. Logo no estacionamento (não asfaltado) enxergamos quintilhões de bicicletas estacionadas, não apenas porque a cidade é plana e, como todas da Holanda, bicicleteira, mas porque ao lado do mosteiro há vastas áreas verdes de parques e trilhas para ciclistas. Deu até vergonha estacionar nosso automóvel alugado ali, mas enfim, estávamos numa longa viagem pelos monastérios que produzem cerveja trapista.

No jardim e na brasserie, que ficam ao lado do mosteiro, várias mesas coletivas recebem famílias, grupos de amigos, casais, ciclistas, gente comum e incomum, convivendo de boa. Um enorme gramado serve para estender toalhas ao estilo piquenique e as crianças brincam enquanto os adultos bebem. O clima geral é de risos, conversas animadas e confraternização. Não há garçons coletando pedidos. Quer beber? Adentre o salão das bicas, peça seus chopes e leve-os para mesa. Se quiser comer algo, peça ali mesmo no balcão e você receberá uma senha (na verdade um número estampado numa garrafa de madeira) e o prato chegará a você – para isso servem os garçons ali (e para recolher os copos e mais copos).

Mas vamos falar do que importa: as cervejas!

PUUR – refrescante e orgânica, ligeiramente frutada sem ser doce, perfumada, não filtrada,  ótima espuma que se agarra ao copo, levíssima e lupulada. Limpa a boca. Teor alcoólico de 4,7%.
TRIPPEL – com aroma de amêndoas e caramelo, parece ser mais leve que qualquer outra trippel trapista porque em sua receita são usados coentro e outras ervas. Seca com teor alcoólico de 8% é dourada e com grande permanência na boca.
ISIDOR – assim chamada em homenagem ao monge Isidorus, primeiro fabricante de cerveja da abadia, marcou os 125 anos da cervejaria em 2009. Agradou tanto que passou para a lista de tipos sempre oferecidos. Com 7,5% de teor alcoólico é uma ale âmbar, levemente adocicada com um toque de caramelo, que continua a fermentar após o engarrafamento e tem um sabor rico, ligeiramente amargo, embora frutado.
BOCK – ficou perfeita com o frango em molho de amendoim que a Vange pediu. É sazonal e única bock trapista feita no mundo. Tem uma cor vermelho escuro, um sabor intensamente rico e um aroma maltado. Variedades de lúpulo aromáticas e tipos de malte queimado tornam sua amargura delicada que combina surpreendentemente bem com o seu tom ligeiramente doce. Tem 7% de teor alcoólico.
DUBBEL – ficou maravilhosa com o burger da Cilmara. É marrom escura e com espuma bege. O uso de malte caramelo proporciona um toque aromático suave. É suave sem perder o corpo e intenso sabor. Tem 7% de teor alcoólico.
BLOND – Dourada cintilante, nem parece estar ainda fermentando na garrafa como todas La Trappe. Uma cerveja quase perfeita ao unir a complexidade de seu aroma e gosto à simplicidade de sua receita. Bons ingredientes e pronto. Amargor suave e 6,5% de teor alcoólico.

Infelizmente não bebemos lá a Witte de trigo e nem a envelhecida em barril de carvalho. O monastério também oferece tours para quem estiver interessado no processo de feitura da cerveja. Tem duração de 45 minutos, com degustação de algumas destas maravilhas ao final.

Turismo

Como estávamos circulando os países baixos de automóvel, nos hospedamos em Tilburg mesmo, num motel perto do mosteiro. Mas se você quiser estabelecer base numa cidade um pouco maior e com atrações turísticas escolha Rotterdam. De lá a Tilburg, onde fica a La Trappe, são apenas 50 minutos de trem – praticamente um pulo para quem freqüenta o trânsito brasileiro.

Rotterdam é bruta e linda. Uma das maiores cidades portuárias da Europa, ela foi massivamente bombardeada durante a Segunda Guerra. O esforço de reconstrução envolveu experimentos arquitetônicos e muitos prédios ali são bem malucos. A visita ao Kinderdijk, um canal com antigos moinhos, é obrigatória. A vista panorâmica da cidade e do porto, do alto da torre Euromaster, dentro de uma cabine que nos virava para todos os lados da cidade é incrível. Depois beber uma cervejinha, enquanto o sol se põe, completa o programa.

Ah, você ainda pode ter a er… sorte que tivemos e ver um povo praticando rappel na torre. Vistos de baixo eles pareciam bonecos pendurados na torre por alguma ação de marketing. Lá em cima, já no bar da Euromaster, vimos quando eles adentraram o ambiente pela janela. Em carne e osso. Cada um com seu esporte ;)

Westvleteren: Melhor Cerveja Do Mundo Que Só Se Bebe Ali Perto Onde Os Monges A Produzem

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fotos de Cilmara Bedaque

 Nós, Lupulinas, adoramos fazer turismo cervejeiro. Visitar pequenas cervejarias pelo país e pelo mundo é garantia de nos depararmos com regiões, cidades e situações que não constam nos roteiros e guias regulares. Para isso, o automóvel tem sido um grande aliado, já que as fábricas, mosteiros e micro-cervejarias se localizam em pequenas cidades do interior deixando a hospedagem mais barata e a viagem mais divertida :)

Um dia, decidimos que era o momento de conhecer a tão falada Melhor Cerveja Do Mundo Que Só Se Bebe Ali Perto Onde Os Monges Produzem. Fomos então para Westvleteren, oeste da Bélgica, quase na fronteira com a França, na Abadia de Saint Sixtus, em frente ao In de Vrede, bar-restaurante onde se bebe a tal Melhor Do Mundo.

É bom que se saiba que os monges produtores de cerveja trapista são da Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância (amamos este nome) e que, mesmo existindo 170 mosteiros desta ordem no mundo, apenas sete têm licença para produzir a renomada iguaria líquida. Seis deles ficam na Bélgica (Rochefort, Westmalle, Westvleteren, Orval, Achel e Chimay) e um na Holanda (La Trappe).

Poperinge, a capital do lúpulo belga

Vínhamos fazendo pequenas escalas pelos Países Baixos, desde Amsterdam, e resolvemos nos hospedar em Poperinge, pequena cidade de 12 mil habitantes a 11 km da abadia. Pouso calculadamente estratégico, bem perto da Melhor do Mundo. Por recomendação do amigo Edu Passarelli, ficamos no Café de La Paix que, além de pequeno hotel, é também um restaurante com ótimas cervejas locais. Se você preferir fazer um bate-e-volta, vindo de cidades mais conhecidas e turísticas, há boas opções: Westvleteren fica a 70 km de Bruges (um encanto de cidade e com três ótimos bares/cervejarias, sobre os quais falaremos em outro post), a 135 km de Bruxelas e 280 km de Paris.

Vale pernoitar em Poperinge, cercada pelas plantações dos melhores lúpulos da Bélgica e uma cidade muito agradável, cheia de história. Logo na praça principal nos surpreendeu a estátua de um ser, digamos, peculiar: uma espécie de Don Quixote gnomo, montado de costas num burro e carregando uma rocha no colo. Descobrimos depois que a figura era um tal de Squire Ghybe, ser asqueroso que representa as três cidades vizinhas rivais (Gent, Bruges e Yeper), potências da indústria tecelã que governavam a província de Flandres (o burro) de maneira equivocada (de costas) carregando a cidade de Poperinge (a rocha).

In de Vrede e Saint Sixtus

Como não existem ônibus, carroças ou trens para Saint Sixtus, foi indispensável o uso do carro e um GPS porque os monges trapistas desta abadia não gostam de placas indicativas e outras facilidades que observamos em outros monastérios que visitamos. Chegar a Westvleteren é uma espécie de Corrida Maluca praticada com prazer pelos amantes da cerveja em todo o mundo (mesmo os 11 km desde Poperinge foram cheios de voltinhas).

Depois de nos perdermos e nos acharmos, encontramos a abadia, que passava por algumas reformas e muitas dificuldades financeiras. Das sete abadias com certificados para a fabricação de cervejas trapistas no mundo, o mosteiro de Westvleteren é o único que não exporta nem comercializa suas bebidas fora da região. Eliminando custos, as garrafas não têm rótulo. Isso lhe confere certa mística, mas também limita a entrada de grana. Apesar disso, eles não pretendem aumentar a produção que é trabalho de apenas dez dos trinta beneditinos que vivem no monastério.

É para o sustento dos monges e para a manutenção da produção que, em frente à abadia, funciona um grande bar que serve exclusivamente os três tipos de cervejas Westvleteren e vende copos, queijos e outros itens. Atenção, porque não é restaurante. Para acompanhar as cervejas, você pode escolher o maravilhoso queijo trapista feito com a própria cerveja, alguns embutidos, conservas e só.

Se você quiser levar bebida para o hotel ou para o Brasil, prepare-se: é dificílimo sair dali com garrafas. Quem sai com um pacote de seis, por exemplo, tem que ter agendado a compra e deve trazer de volta os cascos no dia seguinte, sob pena de ser banido para sempre (Tá, esse papo de ser banido é um exagero, mas é verdade que é quase impossível sair com garrafas de Westvleteren). Enfim, beba o que você quiser beber ali mesmo. Serão momentos inesquecíveis. Só para sofrermos, informamos que cada Wesvleteren custa um euro e sessenta centavos, menos que uma Skol na balada /o\

Qual o segredo da Melhor Cerveja do Mundo? Apostamos que há algo naquela levedura, guardada a sete chaves pelos monges desde 1838. Por sorte, ela também pode ser apreciada nas cervejas St Bernardus, da vizinha cidade de Watou que, até 1992, fabricava as Westvleteren (que depois voltaram a ser produzidas na abadia de Saint Sixtus, exigência para ostentar o selo “trapista”). Assim se você quiser saber, de longe, qual o sabor da Melhor do Mundo, beba uma St Bernardus, facilmente encontrada aqui no Brasil nas melhores casas do ramo.

Trapistas e Abadessas

Fugindo de nosso estilo resolvemos descrever as sensações que tivemos em Westvleteren experimentando a sacrossanta cerveja e suas aparentadas.

WESTVLETEREN BLONDE – garrafa de 33 cl 5,8%alc – Altamente lupulada, álcool esparramado e redondo, espuma persistente e generosa agarrando-se ao copo. Cítrica, levemente picante, mas de maneira harmoniosa com outros ingredientes, esta blonde deixa um sabor levemente amargo e delicioso em sua boca.

WESTVLETEREN BRUIN 8 – garrafa de 33cl 8% alc – dark ale – Cor marrom, chocolate bem escuro, como é característica das darks, com espuma consistente e generosa. No olfato, caramelo e marzipã, levemente perfumado. Muito lúpulo ou a qualidade do lúpulo usado nos lembra o tempo todo que estamos bebendo um líquido feito à base desta planta. Na boca, um chocolate e álcool muito bem balanceados como se um licor sem açúcar estivesse em nossa boca. Mais que chocolate sentimos a presença do cacau.

WESTVLETEREN BRUIN 12 – garrafa de 33 cl 10,2% alc – ainda uma dark ale de cor marrom parecidíssima com a 8. O aroma frutado lembrando frutas pretas nos remete às amêndoas que estão presentes também em seu sabor. Alta complexidade em seu paladar revelando um lúpulo de excelente qualidade e uma receita de raro equilíbrio. Talvez a melhor cerveja que tenhamos bebido em nossas vidas até agora. Maltada sem ser enjoativa graças às arestas proporcionadas pelas especiarias e pelo lúpulo. Aquece.

ST BERNARDUS PATER 6 – garrafa 33 cl 6,7% alc – abadessa – uma cerveja de alta fermentação, refermentada na garrafa, da região de Watou. Boa espuma, leve, de coloração marrom turva. Na boca, é redonda, sem arestas e com boa acidez. Não é doce, nem caramelizada e seu amargor é leve.

WATOU’S BIERRE BLANCHE – garrafa 33 cl 5% alc – cerveja típica da região. Alta refrescância, aroma e gosto de limão dominantes. Uma verdadeira limonada com lúpulo.

ST BERNARDUS Abt 12 – garrafa 33cl 10% alc – abadessa refermentada na garrafa com espuma densa e cremosa, aroma lupulado e cacau. Cor marrom escura e opaca. No paladar, amêndoas, secura e álcool bem amarrado ao lúpulo.

ST BERNARDUS TRIPEL 8 – garrafa 33 cl 8% alc  - servida com levedo num copinho à parte, no In De Wildeman, bar de Amsterdã, que merece um post no futuro. Os toques de marzipã e amêndoas, presentes na levedura do copinho, são bem mais sutis no copão. A dica é beber um pouco da levedura do copinho intercalando com goles da cerveja e ir adicionando aos poucos a levedura ao copão.

 

Na saída de Poperinge atravessamos campos e campos preparados para a nova safra de lúpulos recém semeados. As estruturas de madeira que servem de apoio ao lúpulo, uma planta trepadeira, erguiam-se lado a lado da estrada. Uma boa imagem para despedida que só nos deu a brilhante idéia de voltar na época da colheita.

 



In de Vrede

Donkerstraat 13

8640 Westvleteren

Telefone In de Vrede: 057/40.03.77

 

Abbey Saint Sixtus of Westvleteren

Telefone Westvleteren: +32 (0)70/21.00.45

 


 

#OPORTUNIDADE de 8 a 17 de novembro acontece a Semana da Cerveja Belga em São Paulo e Campinas,  promovida pelo Consulado da Bélgica. Muitos rótulos com descontos.

Mais informações https://www.facebook.com/events/1380225542202210/?ref=22

 

 

Dogfish Head: criatividade e sabor

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Quando alguém vai fazer turismo nos Estados Unidos, pensamos em destinos como Nova York, Miami e Califórnia. Que diabos nós, Lupulinas, fomos fazer no estado de Delaware? A resposta só poderia ser: beber cerveja. \o/

Quem assistiu a série Mestres Cervejeiros na TLC deve se lembrar das aventuras de Sam Calagione pelo mundo inteiro atrás de novas receitas e parcerias para sua cervejaria Dogfish Head (algo como Cabeça de Cação, embora o logo da cervejaria seja o cação inteiro). Pois foi para beber as Dogfish in loco, fresquinhas, que nós fomos parar em Delaware.

Em Washington DC, alugamos um carro e em pouco menos de 3 horas chegamos em Rehoboth Beach (pronuncia-se “rirrôbo”), um pequeno balneário onde fica o pub de Caligione. Antes atravessamos a Chesapeake Bay Bridge, uma ponte maravilhosa de 7 km de puro aço que separa os estados de Maryland e Delaware. Ficamos num hotelzinho barato a poucos quarteirões do bar, sabendo que iríamos freqüentá-lo em cada um dos três dias de estadia.

O ambiente do pub é acolhedor, a poucos quarteirões da praia de Rehoboth, com estacionamento para os clientes e WI-FI gratuito. Logo na entrada, uma lojinha vende cervejas engarrafadas e mercadorias promocionais: copos (inclusive o novo copo especial, desenhado para acentuar o aroma e sabor das India Pale Ale), camisetas, bolachas, flâmulas, abridores, camisetas e até coleira para seu cachorro! Os funcionários são atenciosos e gentis, sem aquela pressa característica do serviço das capitais. Entre freqüentadores, casais de todas as idades, orientações sexuais e famílias com crianças (ao menos durante o dia).

A comida é boa com pratos principais, sanduíches ou snacks. Além das ofertas ‘on tap’ (chopp) diárias, todas as cervejas da DH estão disponíveis em garrafas de 660ml ou em packs de seis de 330ml. Uma boa pedida é experimentar as sazonais, mais difíceis de encontrar no Brasil, ou então algumas receitas que a cervejaria não engarrafa, como a History of Past Years, feita a partir de pão fermentado, estilo Kvass, como as feitas na Europa Oriental do século 10. Para quem se preocupa com sustentabilidade, a cervejaria faz questão de propagandear seus esforços pró-ecológicos, usando ingredientes locais na manufatura de suas sazonais.

O som ambiente é rock’n roll e, nos fins de semana, o pub tem música ao vivo com bandas iniciantes e, às vezes, até artistas mais conhecidos e amigos de Sam que vão ali beber cerveja e dar uma canja. Morremos ao ver um cartaz que anunciava a passagem de Bill Callahan pelo pedaço. (Que tal, Lorena? *-*)

Mas, além do pub, é obrigatória uma visita à fábrica, que fica em Milton, ainda em Delaware, a 20 minutos de Rehoboth Beach, onde são produzidas diariamente 9.000 caixas de cerveja (24 garrafas em cada caixa), além das que vão direto para os barris de chope. Os tours podem ser marcados antecipadamente ou você pode arriscar chegar sem agendamento, esperar um pouco e se encaixar em algum grupo (12 pessoas por vez). Eles acontecem de hora em hora e são bastante informais, começando ali mesmo na recepção/loja, onde aprendemos o básico da feitura das cervejas e as particularidades de cada estilo.

O guia é descolado, conta a história da cerveja e da cervejaria. Lá ficamos sabendo que, fundada em 1995, o investimento colocado na DH só foi recuperado depois de 12 anos de muito trabalho e dedicação.

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Depois, adentramos a fábrica (única exigência é ir de calçados fechados e usar óculos protetores que eles fornecem ali mesmo) para ver em detalhes todas as etapas dos processos de cozimento, fermentação, adição de lúpulos e etc. Dez enormes tonéis de aço da altura de dois andares são impressionantes e comandados por três engenheiros que ficam no centro operando computadores que misturam todos ingredientes através de canículas espalhadas por todo o teto da fábrica. Isso sem falar no xodó de Sam: dois enormes tonéis de carvalho, à prova de bala ¯\_(?)_/¯ usados para dar um toque amadeirado em algumas receitas que passam por envelhecimento típico dos vinhos. Logo de cara é demonstrado o orgulho em fazer cerveja com malte de cereais que não milho, soja ou aveia, que fermentam muito rapidamente e por isso é usado pelas grandes cervejarias brasileiras. A fábrica, que começou pequena, hoje é completamente automatizada e continua a se expandir, sem perder sua vocação artesanal e sustentável. Até o bagaço descartado é reaproveitado e alimenta o gado da vizinhança e os kegs (barris de chope) são reciclados.

Vale ressaltar a escultura retrô-futurista Steampunk Tree, do artista Sean Orlando, que encontrou na entrada da fábrica da Dogfish Head morada permanente. É uma atração à parte e mostra o compromisso de Caligione com a arte, presente também nos rótulos de suas cervejas, simplesmente maravilhosos. Infelizmente, pelas leis estaduais, a fábrica só pode oferecer quatro “samplers” (copinhos de 100 ml) de suas cervejas a cada visitante. Ou seja: se você quiser continuar bebendo, terá que voltar ao pub ou comprar garrafas ali mesmo para levar para casa ou para o hotel (o que já é um bom consolo, difícil mesmo é não levar quase tudo que tem na loja).

Cervejas que experimentamos no pub e na fábrica da Dogfish Head:

- Namaste: fraquinha, sem revelar grandes surpresas além das notas cítricas. ABV 5 IBU 20
- Positive Contact: muito boa, lembra uma típica abadessa pela quantidade alcoólica e pela complexidade. ABV 9 IBU 26
- Province Windsor Ale: uma especial de primavera, amarga na medida, com álcool deliciosamente mesclado aos maltes ingleses escolhidos. ABV 8,2 IBU 44
- Aprilhop: uma IPA sazonal levemente frutada com toques de damasco, bem gostosinha. ABV 7 IBU 50
- 60 minute IPA: maravilhosa, bem fresca (na pressão, muito melhor que a engarrafada), um dos carros-chefe da casa e nossa preferida. ABV 6 IBU 60
- 90 minute IPA: uma Imperial IPA mais alcoólica, lupulada e pungente que a 60 minutes. ABV 9 IBU 90
- 75 minute IPA: simplesmente uma mistura das duas IPAs citadas acima. Coisas de Sam. -
Indian Brown Ale: uma Ale encorpada e com amargor na medida. Combinou bastante com a noite fria. ABV 7,2 IBU 50
- Raison D’Etre: próxima ao vinho na fermentação e na alma. Não gostamos muito por conta dos toques doces de uva passa, um tanto enjoativos. ABV 8 IBU 25
- Sah’tea: com forte gosto de chá, outra cerveja que não nos conquistou. ABV 9 IBU 6
- History of Past Years: Vange gostou e Cilmara, não. Azedinha, parece pão líquido. Cilmara acha boa para “limpar a serpentina”. ABV 4 IBU 2

*ABV= graduação alcoólica *IBU= amargor

Maiores informações sobre as cervejas, fábrica e tours, no site da Dogfish Head dogfish.com

PS: se você não quiser ficar só no turismo cervejeiro, Rehoboth Beach tem uma praia linda (ventosa e com mar bravo, mesmo em dias quentes) e mais de uma dezenas de Outlets com lojas famosas e preços abaixo dos cobrados nas capitais e grandes cidades dos Estados Unidos. A neblina por lá é tão característica que em um cruzamento no meio da cidade colocaram um farol. Mesmo. Desses que ficam no mar.